segunda-feira, 30 de março de 2009

Tudo e Sempre

Meus blogs andam um pouco quietos.
A falta de tempo, a cabeça cheia e um período de introspecção têm me mantido longe.
Enquanto a vida online anda a passos lentos, a vida off-line está correndo.
Trabalho, viagens, amigos, várias coisas acontecendo, mas nada que eu quisesse correr pra cá pra dividir.

Hoje, juntando pensamentos e microposts que fui criando nessas semanas, a vontade de compartilhar pensamentos voltou.

A efemeridade do Amor
Sabe aquele amor do Vinícius?
Aquele que não é imortal, posto que é chama, mas que é infinito enquanto dura?
Pense nele um pouco só.

Só mais um pouco...

Essa é uma das definições poeticamente mais pragmáticas que já li. E uma das mais lindas.
Amor assim é o que praticamente toda pessoa procura. Digo praticamente, porque sempre tem um do-contra. Ele é intenso e infinito enquanto está vivo, mas não é imortal. Ele é útil, tem um objetivo, um propósito claro, e se esvanece quando não se cuida dele.
Se eu sou uma pessoa "high-maintenance" no melhor estilo "Geller" (ver Monica Geller, de Friends), o amor, se fosse uma pessoa, seria muito pior.

Amor é sempre, não é ainda.
Se você ainda ama alguém, repense.
Se alguém ainda tem espaço na sua vida, repense.
Amor, pra ser desse poético, desse que dá vida à vida, tem que dar a sensação de presente, de infinito, eterno. Se ele for assim, ele resiste até à distância, à turbulência, o mau tempo e a gripe.
Se ele for infinito enquanto dura, ele dura infinitamente.

Tudo
Hoje eu vi uma demonstração que me fez concluir o que eu já vinha pensando e escrever este post.
Eu vi um rapaz, tinha cara de uns 40 e poucos anos, respondendo a um questionário de seguro de vida e, quando perguntado sobre os beneficiários, ele deu uma das respostas mais legais que eu já ouvi.
-"Quais seriam os beneficiários?", perguntou a gerente sorridente.
-"Maria fulana de tal", pausou para a gerente escrever, e completou: "e Cecília sicrana de tal."
-"Qual o seu parentesco com a Maria?"
-"Maria é minha mãe."
-"Ah, OK. Que lindo, pensar em sua mãe assim.", comentou a gerente, num misto de Poliana e Felícia dos Tiny Toons.
-"Pois é, ela que me criou, que me educou. Se alguma coisa acontecesse comigo, ela não podia ficar desamparada. Eu ainda a ajudo."
-"Certo. E a Cecília?"
-"A Cecília é tudo mais."
A gerente parou, meio desconcertada. (Acho que eu também parei e estiquei mais um pouco a orelha).
-"Como assim?", perguntou a gerente, curiosa com a resposta.
-"Eu não sou casado com a Cecília, nós vivemos juntos. Ela não é minha esposa. Ela é tudo pra mim. Ela é minha esposa, minha amiga, minha amante, minha vida."

Se eu não me engano, era uma lágrima que a gerente tentou segurar...

Eu? Perdi o resto da conversa... Saí do banco, feliz por Cecília e ele. Faço meu seguro outro dia, porque a vida é chama, e infinitamente duradoura.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Never too late

No dia 11/03, indo trabalhar, eu ouvi essa música na Mundo Livre FM.
A letra é simplesinha, mas era o que eu queria ouvir aquele dia.

Se quiser ouvir, procura no Blip.fm que você acha.

Never Too Late
Michael Franti and Spearheads

Don't fear your best friends, because a best friend would never try to do you wrong.

And don't fear your worst friends, because a worst friend is just a best friend that's done you wrong.

And don't fear the night time, because the monsters know you're divine.

And don't fear the sunshine, because everything is better in the summertime.


But it's never too late to start the day over, it's never to late, pick up the phone.

You know it's never too late to lay your head down on my shoulders,

it's never too late just come on home.

Don't fear the water, because you can swim inside you within your skin.

And don't fear your father, because a father's just a boy without a friend.

And don't fear to walk slow, don't be a horserace, be a marathon.

And don't fear the long road, because on the long road you got a long time to sing a simple song.

But it's never too late to start the day over, it's never too late, pick up the phone.

You know it's never too late to lay your head down on my shoulders,

it's never too late just come on home.


Don't fear your teachers, because if you listen you can hear music in a school bell.

And don't fear your preacher, if you can't find heaven in a prison cell.

And don't fear your own self, paying money to justify your worth.

And don't fear your family, because you chose them along time before your birth.


But it's never too late to start the day over, it's never too late, pick up the phone.

You know it's never too late to lay your head down on my shoulders,

it's never too late just come on home.

Hold to your children, hold to your children, hold to your children,
let them know.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Umazinha por mês

Uma leitura decente por mês! Pelo menos uma! E você já pensou bobeira quando leu esse título, né?

Bom, entre as metas desse ano, resolvi voltar a ler como eu lia antigamente.
Quando eu era mais novo, eu devorava livros.

Sim, eu sei, eu tinha mais tempo, claro, mas eu adorava ler tanto quanto aprendi a gostar de filmes depois do videocassete e o DVD.
Por sinal, eu cheguei à conclusão esses dias que a TV a cabo e a minha paixão por filmes me deixaram preguiçoso pra ler.

Eu já cheguei a ler 2 livros em um mesmo dia, na adolescência, começando depois de chegar da escola e só parando na madrugadinha do dia seguinte. Mas depois que meu pai comprou nosso primeiro videocassete, e mais tarde, quando comprei meus próprios videos ou meu DVD player, essa façanha de quantidade se repetiu com filmes e não mais com livros.

Não prezo a quantidade mais que a qualidade, pois não me adiantaria ler volumes inteiros sem absorver nada do que lia, mas na época eu era bom nisso. Eu conseguia me concentrar e entrar na história, e muito do que aprendi a falar e escrever hoje em dia, eu devo aos vários Machado de Assis, Marcos Rey, Maria Clara Machado, Lúcia Machado de Almeida, Clarice Lispector e tantos outros autores que li.
Eu era tão nerd que eu lia enciclopédia pra passar o tempo... :D

Então, pra voltar à ativa, a minha lista desse ano, começando agora em março, já que só agora resolvi fazer isso, ficou assim:
- Março: Neuromancer, de William Gibson e terminar GTD, de David Allen
- Abril: Os Sete, de André Vianco
- Maio: A Vida, o Universo e tudo mais, Douglas Adams (Vol.3 do Guia do Mochileiro das Galáxias)
- Junho: Até mais, e obrigado pelos peixes!, Douglas Adams (Vol.4 do Guia do Mochileiro das Galáxias)
- Julho: em aberto (eu devo reler Belas Maldições, de Neil Gaiman e Terry Pratchett)
- Agosto: em aberto
- Setembro: em aberto
- Outubro: em aberto
- Novembro: em aberto
- Dezembro: em aberto

Obs.: eu ainda estou organizando meus livros que estão parados esperando pra serem lidos, por isso a lista ficou em aberto de julho a dezembro. Se você tem alguma indicação pra eu ler, ou já leu algum desses, envie em um comentário!