quarta-feira, 31 de março de 2010

Fór-o-quê? Foursquare!

"Fór-o-quê? ah, tá... não entendi..."
Essa é a frase que tenho ouvido bastante nos últimos dias, desde que falei sobre o Foursquare para um amigo meu que escreve para a Gazeta do Povo, um dos jornais mais populares em Curitiba.
Foursquare, ou 4sq para os íntimos, vem virando mania na internet e acredito que cresça muito em popularidade nos próximos meses, à medida que começam a aparecer diversos blogs comentando sobre ele.
Quer saber mais?


1) O que é o 4sq?
Se fosse para responder sem pensar, eu diria que é um jogo. Você vai marcando os lugares que frequenta e ganhando pontos por isso. São pontos por indicar novos lugares, por voltar ao local mais vezes, e assim por diante. Mas o 4sq é um jogo diferente, afinal você joga na rua, no shopping, no restaurante. Ele é social, seguindo a onda dos Farmville da vida e outros jogos de Facebook e Orkut, tão populares hoje em dia.

2) Ainda não entendi direito.
Tudo bem, eu explico melhor. O Foursquare é um serviço que usa a geolocalização e o conceito de jogo para coletar informações sobre os hábitos das pessoas. A regra é dar dicas sobre os lugares visitados, chamados "venues" (lugares, locais), para que as pessoas próximas a eles tenham noção do que encontrar e queiram visitar ou passar a frequentar os locais indicados.
Por exemplo: eu vou a um restaurante, gosto e escrevo uma dica sobre ele. Aí você está passando em frente, acha o restaurante no seu celular, lê minha dica, e vai conhecer.
Simples, não?

3) Como você ficou sabendo?
Adivinha... Pelo Twitter, claro!. Uma pessoa que eu sigo, que escreve no site Mashable, usa o serviço e eu percebi que ele ia em lugares em Nova Iorque que eu gosto bastante, e outros que eu tinha vontade de conhecer. Então, entrei no site para ver o que era, li as dicas, gostei da idéia, fiz o cadastro e comecei a usar.

4) E alguma vez isso te foi útil?
Pense comigo: você já foi para algum lugar porque viu que um amigo estava lá? Ou alguém já foi até onde você estava porque viu um “check-in” seu?
Já foi útil sim. Saí em São Paulo com alguns amigos, meio sem rumo, e queríamos comer alguma coisa rápida, tomar uns chopps e conversar. Consultei o 4sq meio de brincadeira e decidimos ir à uma lanchonete que tinha boas dicas cadastradas. Deu certo! O lugar era ótimo e as dicas funcionaram.

5) E isso pode ser útil pra mim?
Como tudo nessa vida, eu só posso responder que depende.
Depende da sua paranóia com geolocalização (já explico melhor) e de como você interage com as redes sociais. Se você acha um saco o Facebook, o Orkut, o Farmville, pode parar de ler por aqui.
Se você gosta das redes sociais, já sabe como lidar com elas, mas tem medo de dizer onde está, então pare neste parágrafo.
Mas se você gosta de interagir, conhecer pessoas e dar palpites, continue mais um pouco aqui comigo.

Eu gosto de escrever e dar palpite (claro, tenho até blog!), então eu procuro dar dicas úteis e fazer uma avaliação coerente aos lugares que eu vou ou gosto. Se o lugar é ruim, ganha uma dica indicando que é ruim. Se é bom, ganha elogios.
Os lugares podem ser cadastrados pelo celular ou pelo computador, no conforto do seu lar. O que precisa ser feito no local é o chamado "check-in" (entrada). Você pode cadastrar seus restaurantes preferidos em casa, ou checar se eles já estão cadastrados, e depois vai fazendo "check-in" quando for até eles.
Independe se é na chegada, durante ou ao sair do lugar onde você foi, você faz o "check-in" para indicar que foi ao tal lugar e deixa uma dica, se quiser. Livre assim mesmo. Só faz se quiser.

6) Quais as grandes vantagens do serviço?
Pensando como empresa, o serviço pode ser um grande mapa de tendência de consumo dos usuários do site. Consegue-se mapear os hábitos das pessoas, os locais mais badalados, os piores locais, os que tem o melhor serviço ou melhor comida. Hoje em dia, eu considero este tipo de informação uma das mais valiosas. É o tipo de dado que, se for bem usado, pode fazer um local ou um produto estourar no mercado.
Para o usuário, o serviço é divertido. Eu ainda não achei meios de usar os pontos, mas continuo tentando ganhar o maior número deles por "check-in", seja lá para o que sirvam. Vi no site do 4sq que já foi feita uma campanha beneficente com os pontos, e que eles estão planejando fazer novas ações usando a pontuação dos jogadores, mas não tem nada acontecendo no momento.

7) Eu ganho mais alguma coisa além dos pontos?
Além dos pontos, pode-se ganhar os "badges", aqueles escudos com números e figuras.
Eles são os indicadores dos hábitos e servem como recompensa, fazendo com que você queria jogar mais para ganhar mais deles.
Por exemplo, se você visita 10 cinemas ou lugares com cinema, você ganha o "badge Zootrope".
Eu achei divertido quando, em um feriado municipal aqui em São Paulo, ganhei um badge "School Night" me dando parabéns por fazer check-in em um lugar depois das 3 da manhã em um dia de semana que seria letivo. E fiquei me achando o tal depois de fazer "check-in"em 5 aeroportos e ganhar meu "badge" de "Jet Setter"!

Outro diversão é se tornar "mayor" (prefeito) dos lugares que você visita. Para conquistar o título, basta fazer mais check-ins que todas as pessoas que frequentam o local. Como isso ainda é novo aqui no Brasil, tornar-se "mayor" ainda é fácil e eu já tenho diversos locais aqui em São Paulo e em Curitiba.

Nos EUA, existem promoções e descontos para os "mayors". Já pensou que legal entrar na "sua" Starbucks e ganhar um café?


8) Legal! Vou cadastrar minha casa e começar a jogar. Posso?
Poder, pode, mas não é essa a idéia do jogo. Sua casa não é uma "venue" e você não tem porque dar dicas do que as pessoas podem fazer nela. Bom, isso vai da sua perversão.

Além de perder o sentido do jogo e o objetivo do site, você vai começar a dar razão para os paranóicos com geolocalização. Se você divulga onde mora ou onde trabalha, você entrega o ouro pro ladrão. E dependendo da situação, o ditado pode ser literal. Existe um site chamado Please Rob Me que alerta sobre isso: a partir do momento que você torna público que não está em casa, nada impede de um cidadão mal intencionado passar na sua casa e fazer uma limpa. E podemos ir além, já que você pode ser alvo de um sequestro justo quando você acabou de avisar que estava no banco.
Por isso, meu conselho é: jogue, mas com cuidado. Não dê bandeira desnecessária e aprenda a compartilhar esse tipo de informação com quem conhece. Não saia adicionando desconhecidos sem tomar um mínimo de cuidado. O computador e a net dão uma falsa sensação de segurança e as precauções que você tomaria em um encontro pessoal devem ser as mesmas quando usar redes sociais.

Eu estava empolgado com o serviço logo que me cadastrei, e compartilhava a minha localização no Twitter e no Facebook diariamente. Removi esse compartilhamento automático quando um amigo daqui de São Paulo me alertou para cuidar com a brincadeira, pois nunca se sabe o que pode acontecer em uma cidade grande e louca como essa. Paranóia alheia ou não, achei que a idéia remota de um sequestro ou assalto não justificava continuar com a brincadeira e a exposição. Agora, só compartilho com usuários do próprio 4sq que são amigos ou conhecidos, e só "tuito" ou publico no Facebook quando são locais que realmente mereçam divulgação.

9) Que tipo de oportunidades as empresas podem ter no uso de geolocalização?
Eu penso que a geolocalização será um dos serviços mais lucrativos nos próximos anos. Nem todo mundo se deu conta, mas mostrar onde você está e os lugares que você frequenta diz muito sobre você e o seu potencial de consumo.
Se quando eu fosse fazer "check-in" em um lugar, eu recebesse dicas do próprio 4sq mostrando os locais que estão com promoções ou que estão cheios, badalados, ou que tem a ver com os meus "check-ins" anteriores, eu ficaria mais interessado, sim.
No site do 4sq existem algumas empresas americanas que podem ser seguidas, como no Twitter, e dão dicas e promoções aos usuários.

Há também oportunidade para serviços de segurança. Não só o Foursquare, mas os automáticos como o Google Latitude, podem mostrar a localização da pessoa com grande precisão, facilitando muito o monitoramento.
Reforço aqui o cuidado com a super exposição ou a exposição desnecessária.

Outro ponto que precisa ser estudado é a segurança quando se usa serviços na web. O Brasil é um país ávido por internet, basta levar em conta o fenômeno que foi o Orkut há alguns anos. Porém, ao mesmo tempo é um dos países mais resistentes em usá-la para serviços bancários e compras. Tenho muitos amigos que não acessam o site do banco com medo de terem suas contas clonadas ou hackeadas, mas acessam o Orkut e o MSN com a maior desenvoltura. A probabilidade de terem as máquinas infectadas por vírus, trojans e outros malwares com esse acesso é infinitamente maior do que acessar um site de banco que possui diversas configurações de segurança.

10) Como faço para usar? Tenho que instalar alguma coisa?
Sim, tem. Existem no próprio site aplicativos desenvolvidos para iPhone (óbvio!), Blackberry, Palm, Android  e site para dispositivos móveis (mobile site).
Eu uso o site móvel no meu celular pessoal, um Nokia N78 com Symbian, e instalei um aplicativo no Blackberry do trabalho. Apesar da Nokia ser super popular, o sistema Symbian que ela usa ainda é relegado a segundo plano.

Bom, chega, né? Se ainda tiver dúvidas, deixe a pergunta aqui nos comentários ou veja a seção de ajuda do site do Foursquare.

terça-feira, 30 de março de 2010

Voa, tempo, voa

Definitivamente, o tempo voa.

Resolvi prepara um post novo pra cá, já que o Waveland acabou ficando em segundo plano depois que eu virei um tuiteiro mais assíduo, e acabei levando um susto: 5 meses sem postar por aqui!

Esse post não é para justificar a ausência, afinal, passa aqui quem me conhece ou quem gosta de "me ler" sem muita exigência. Ao menos, eu penso isso, e blogs foram concebidos, inicialmente, para se escrever o que pensa.

Esse post é para dizer que vem coisa pela frente.
Vem mais posts, talvez um novo layout, mais conteúdo. Os planos estão feitos, as idéias brotando, a vida correndo, e o que mais me falta aqui para colocar isso em prática é justamente o dito cujo que voa: o tempo.
Ele voa, mas minha imaginação também, então vai ser uma disputa árdua!

Esses 5 meses recentes foram cheios de mudanças.
Sou mais um Curitibano morando em São Paulo, a trabalho, claro.
Já tinha passado na hora, mas agora moro sozinho. Sort of.
Novo trabalho, MBA pela frente, um mundo de janelas e portas se abrindo e a ansiedade de estar fazendo a coisa certa, de tomar as decisões corretas e fazer as melhores escolhas. Forçado isso, mas real.

Mudei de endereço, de função, de vida.
Waveland mudou comigo.
Tempo, se prepare, porque você também vai ter que mudar.

P.S.: melhor girar logo a "roda" pra começarem os flashes e viagens no tempo, bem ao estilo Lost de ser.