sábado, 22 de maio de 2010

Amanhã é 23

Amanhã é 23.
Paula Toller lembra que são 8 dias para o fim do mês.

Amanhã é 23, e eu sempre prezei por datas.
Eu valorizo detalhes e essas pequenas bobagens.
23 é o dia do meu aniversário, mas 23 também era celebrado todo mês, mesmo quando esquecido.
23 era o dia, o nosso dia.
23 de abril foi celebrado com o show do Moby! Celebração inconsciente, diferente, fogo frio, mas meu peito estava em festa pelo simples fato de estar vivendo o que eu tinha.

Agora o 24 será lembrado, ao menos por um tempo.
23 é calor. 24 é frio.
23 é céu de outono. 24 é chuva no inverno.
23 é festa. 24 é pausa.
Pausa.
...

Amanhã é 23
São 8 dias para o fim do mês
Faz tanto tempo que eu não te vejo

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Conversa com Drummond

Boa noite, Drummond. Tudo bem?
Conversei com o Vinícius esses dias, e sabe que a conversa foi boa? Até repercutiu um pouco! Inspirei comentários que um dia, quem sabe, aparecem neste blog ou no meu email. Vinícius não respondeu, ele mais me ouviu, e acredito que você vá fazer o mesmo. Mas de novo, como falei pra ele, vale a reflexão.

Com você, Drummond, eu queria falar da memória.
Você é sábio, meu xará: amar o perdido deixa confundido qualquer coração, não só o seu.
Perder nos remete à frustração, e àquela incomensurável vontade de vencer e ser feliz. Nós somos treinados desde cedo para sermos vencedores, e perder em qualquer jogo, inclusive o do amor, confunde até aquele que parece invulnerável. Ilusão, não? Acharmos que somos invencíveis!

Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não. Nem o olvido, o esquecido, nem ninguém pode contra o apelo do Não. É ele quem define a possibilidade de se tentar novamente. E o tragi-cômico dessas 3 letras é que elas podem definir uma vida, desmontando ou enchendo de esperança.

As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão. Não há o toque, nem o abraço, nem o beijo. Mas discordo de uma coisa nessa intangibilidade, Drummond. Ainda há a memória de tudo isso. A memória não some ainda. Com o tempo, a memória se confunde um pouco, mas os momentos mais vívidos, mas fortes, intensos, permanecem ali, tangíveis a seu modo.

Você mesmo suporta minha discordância quando completa que as coisas findas muito mais que lindas, essas ficarão. Isso mesmo, ficarão na memória. Infinitas e durando pra sempre. Eternas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Conversa com Vinicius de Moraes

Sabe, Vinícius, faz tempo que queria ter essa conversa com você.
Pode até ser meio tarde, já que eu vou acabar é falando sozinho pra você já do outro lado da vida, mas vale a reflexão.

Quando você escreveu que de tudo ao seu amor seria atento, antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto que mesmo em face do maior encanto dele se encantaria mais seu pensamento, você estava era fazendo uma bela de uma média, certo?
Calma, calma, estou apenas brincando. Concordo com você sim, principalmente sobre o encantamento que cega, mesmo em face do maior encanto. Nada mais se vê, nada mais se percebe, nem se sente. É aquele amor intenso, de mãos quentes. Aquele "amor-criança-mimada", que demanda toda a atenção pra si, não deixando nem perceber um inimigo que pode estar rondando à espreita. Por inimigo, pode ser alguém, pode ser a tentação, pode ser a fraqueza e até a rotina.

Queremos todos viver o amor em cada vão momento e em seu louvor, espalhar o canto e rir o riso e derramar o pranto, tanto ao pesar ou ao contentamento. Todos queremos nos entregar de peito aberto, mas será que estamos prontos pra isso? Os momentos desse amor forte nem sempre são de diversão e festa, tem vezes de monotonia, rotina, recolhimento até.
Cabe a nós transformar a rotina em aventura! Não buscar aventura, não, Vinícius. Você buscava, todos sabemos, poeta infiel. Mas há de concordar que a aventura com a pessoa amada tem um gosto diferente.
Quando caímos no marasmo ou naquele conforto incômodo, aquela incerteza de estar fazendo a coisa certa, antes de mais nada temos que buscar a paixão de volta, resgatar aquela sensação de namoro. Temos que conversar, vale até usar termos técnicos e fazer um Plano de Ação! Temos que dar uma chance à pessoa que prometemos amor pra vida toda, não acha?

E assim, quando mais tarde nos procure, quem sabe a morte, angústia de quem vive, quem sabe a solidão, fim de quem ama, nós possamos dizer do amor que tivemos:
Que seja imortal, sim! Ele é chama, mas só requer cuidado e combustível.
Que seja infinito, e não só dure. Que dure mesmo pra sempre, até o infinito.
Nosso tempo aqui nesta vida é tão curto, não temos porquê perdermos tempo pulando de relacionamento em relacionamento.

Bom, Vinícius, é isso. Agora volte a cantar com Tom Jobim aí onde vocês estão.

(O texto é uma reflexão sobre o Soneto da Fidelidade, de Vinícius de Moraes).

terça-feira, 11 de maio de 2010

I hope you feel it

Mesmo sendo da década de 90, se não me engano no ano de 1995, hoje essa música mereceu aparecer por aqui. Não vou traduzir dessa vez. Quem lê inglês, entende. Quem não lê, se vira.

You oughta know
I want you to know that I'm happy for you
I wish nothing but the best for you both
An older version of me
Is she perverted like me
Would she go down on you in of theater?
Does she speak eloquently
And would she have your baby
I'm sure she'd make a really excellent mother

Cause the love that you gave that we made
Wasn't able to make it enough for you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died, 'til you died
But you're still alive

(chorus)
And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know

You seem very well, things look peaceful
I'm not quite as well, I thought you should know
Did you forget about me Mr. Duplicity
I hate to bug you in the middle of dinner
It was a slap in the face how quickly I was replaced
And are you thinking of me when you fuck her

Cause the love that you gave that we made
Wasn't able to make it enough for you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died, 'til you died
But you're still alive

(repeat chorus)

Cause the joke that you laid in the bed that was me
And i'm not going to fade
As soon as you close your eyes and you know it
And everytime I scratch my nails down someone else's back
I hope you feel it ... well can you feel it?