terça-feira, 19 de outubro de 2010

Big lights will inspire you

Um restinho de férias chegou e a semana da criança reuniu os crescidos rumo ao hemisfério norte.
Alicia Keys canta essa cidade em uma música enjoadinha, hit do ano passado, mas a letra e a música tem um significado especial pra mim. A cidade, entretanto, me encanta cada vez que volto a ela. Ela me chama, me quer. Pra chegar à Big Apple, este ano o caminho foi diferente. Foi comprido, inusitado e tive a companhia de duas amigas, Adri e Elaine, para juntarmo-nos à Ane no destino final.


Aqui é o Canal
Eis aqui um dos lugares que não estava nos meus planos de um dia vir conhecer: Cidade do Panamá.

A cidade é moderna, com edifícios lindos de 100 andares. Rica, quente, limpa, cara de Estados Unidos no meio das Américas. Não é à toa que o público alvo da região são os ricos americanos que vem à cidade para curtir a aposentadoria, ao invés de Miami.

A comida é barata, cheia de camarões! D. Nina faria a festa! Não tem muitas atrações, mas tem alguns pontos turísticos bonitos para se visitar.

Tem a cidade antiga, as ilhas próximas que foram todas reunidas artificialmente por uma estrada, forte, igrejas, praças antigas.
As ruas são estreitinhas, me lembraram o Pelourinho e a parte antiga de Laguna.

Uma curiosidade é a moeda: o nome é Balboa e claro que virou piada no começo. Um Balboa tem sempre o mesmo valor que um Dólar Americano. Sempre. Mas o país não imprime notas de Balboa, somente moedas. O povo usa as notas do dólar americano para as transações. Isso se deve ao controle americano que houve na região durante a construção do Canal do Panamá, onde havia uma imensa base americana.
Falando nele, foi um dos lugares mais pitorescos que já visitei. Vinha vindo um Navio de Cruzeiro, atravessando do Atlântico ao Pacífico, e o pedaço do canal onde estávamos, as Docas Miraflores, se tornaram uma festa! O navio vem passando devagarinho, puxado por trenzinhos, passando com meio metro de folga em cada lado. Desce três comportas, 10 metros de desnível entre cada uma, para chegar de um oceano ao outro. Ah, o Atlântico é o mais alto.

A Grande Maçã!
Olá, New York! Voltei, não deu nem um ano. Deu saudade e você me chama, não tem jeito. E é impressionante, sempre tem algo novo pra fazer, um lugar novo pra ir, alguém novo pra conhecer. Por sinal, amigos e conhecidos tem pipocado.

Os pontos altos dessa vez foram: o Gugenheim e meu admirado Van Gogh com sua paisagem na neve. O Museu, por si só, já é uma obra prima, tanto por fora, quanto por dentro. A abóbada é a marca registrada e é de abrir a boca. O lugar é lindo e a energia que ele emana é singular; única.

O Zôo do Central Park é outra coisa linda! Conheci os três pinguins do Madagascar, mas acho que o leão, a girafa, a zebra e a hipopótamo devem estar lá na ilha africana. :P
O zôo é pequeno, com áreas específicas e fácil de visitar. Uma área é refrigerada e cheira forte a peixe: é a área dos pinguins e animais do frio.
Outra área é abafada, quente, e é dos animais dos trópicos. Basicamente aves, mas tem algumas que nunca vi nem nos zôos aqui do Brasil.
Só uma atração me incomodou um pouco: o casal de ursos polares parece estar numa tristeza tão grande... Eles nasceram em outros zoológicos nos Estados Unidos e vivem ali faz alguns anos. Mas me pareciam tão tristonhos, quietos... Devem estar a par do que acontece com o aquecimento global e os seus parentes do Pólo Norte.

Soho e Rice to Riches ganharam nova visita, até porque as meninas ainda não conheciam a região, nem esse templo de gostosuras. Saíram as três, cada uma com um potinho cheio pra comer depois!
Um dos almoços foi no Chelsea Market, em companhia da Bárbara, amiga da Elaine e nossa guia voluntária nesse dia.
Um dos lugares lindos de conhecer foi o High Line, que fica a uma quadra do mercado. É uma antiga linha de trem desativada, transformada em local de exposições e de lazer, com espreguiçadeiras para se curtir o pôr-do-sol. Pessoas bonitas, lugar legal, companhias hilárias. Foi um dia bom.

Bom, claro que teve compras e diversão. As meninas se acabaram no Woodbury e eu servi de guia e carregador, mas muito disposto, não se enganem! O meu shopping spree foi na Nike Town em Manhattan mesmo, depois que comecei a me dedicar à corrida já tem alguns meses.

Com a quantidade imensa de pontos a visitar, consegui quebrar a cabeça e fazer um quick tour com a Elaine e a Adri, já que a Ane teve alguns compromissos para resolver. Conseguimos até cumprir a tradição e passar a mão no saco do Touro (Charging Bull) na região da Wall Street, para garantir dinheiro e saúde financeira para nós três.
Agora, imagina uma fila de estrangeiros agarrando o saco do bicho e tirando foto. Está explicada a cara de revolta e mau humor do bicho!

A diversão foi nos bares, boates e teatro também. Conheci alguns bares novos (pra mim), como o Ty's no Village, com uma Guiness gelada e um pessoal feinho mas simpático, e revisitei alguns conhecidos, como o Bubba Gump's, onde fizemos uma festa do quarteto com Margaritas e petiscos.
E visitamos alguns lugares de TV, como a fachada do prédio usado na gravação de Friends! Momento especial!
Assisti ao muscial Mamma Mia!, como postei alguns dias atrás e foi emocionante. A música, o sentimento, a sensação. É vida no palco, nossa vida.
E meu famoso Fousquare me garantiu um bottom exclusivo do muscial por ter feito check-in no teatro! Eu sabia que um dia ganharia algo com isso!

Com ou sem companhia, flying solo ou em grupo, a cidade tem diversão pra todo gosto, toda raça e toda cor.
NY, nosso sétimo encontro ocorre mais pra frente. Você vai ser sempre a minha capital.
Ano que vem, Velho Mundo, me aguarde.