sábado, 16 de julho de 2011

Um ano e meio

Voou.
O tempo voou.

Perceber que faz um ano e meio que vim parar em São Paulo trouxe um pacote de emoções.
Percebi o tempo em uma conversa despretenciosa com um amigo recente da cidade.

No meio da conversa, veio a afirmação: "Nossa, já faz tempo, então você já é um paulista".
Sorri.
Continuo sem resposta à essa pergunta.

A mudança de cidade trouxe responsabilidades diferentes e criou necessidades que exigiram decisões rápidas e nem sempre acertadas.
Acertei em vários aspectos: cresci profissionalmente, amadureci. Fiz amigos em situações e lugares inusitados. Amigos mesmo, desses de poder contar num aperto eventual.
Perdi o senso de regionalismo e hoje procuro ver o que os lugares tem de bom a oferecer.
Não acho São Paulo melhor que Curitiba, mas também não acho pior. Ambas tem seus aspectos positivos, e honestamente, não me vejo mais morando em nenhuma delas por muito tempo. Curitiba é minha família, meu porto seguro, meu abraço de amigo de infância. São Paulo é meu trabalho, meu risco, meu ninho pra continuar a alçar voos mais altos.

Hoje, me vejo itinerante. Não me amarro mais a um lugar: sinto-me à vontade no aeroporto, na estação do metrô, no ponto de ônibus, no táxi. Da mesma forma, não me prendo mais a pessoas: a família vai estar sempre pronta pra me receber, aconteça o que acontecer; os amigos, esses escolhidos, me aceitam com minhas manias, minha idiossincrasia, minha inconstância ou ausência gerada por tantas viagens e até por recolhimento.
O restante é acessório.
Ir para São Paulo, mesmo que não tenha sido por mim, foi só o começo.

As nuvens se desfazem e a vida vai se tornando um céu azul limpo, radiante de sol.