segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Post de Natal e Ano Novo

E o Natal chegou!!!
Esse 2012 foi tão esquisito que eu mal vi o Natal chegar. Quando me dei conta, era dia 24/12.

E na busca do que escrever, eu me encontrei em dezembro de 2007, escrevendo uma das mensagens mais inspiradas que eu já fiz. Resolvi dar uma repaginada nela e deixar os meus desejos de fim de ano pra minha família, meus amigos e quem passar por essa página.

Que esses presentes cheguem no Natal e durem por todo o ano que vem:
- Abraço apertado e beijo estalado. E se você ainda quiser, uns apertões de bochecha.
- Cheiro de chuva, de terra molhada e de grama cortada. Perfume bom e cheiro no pescoço. Mordida no pescoço!
- Riso de criança, gargalhadas de amigos.
- Cheiro de café e de bolo de chocolate. O espocar do espumante, a alegria da caipirinha e viva a Margarita!
- Viagem pra longe. Mais longe! Pra outro lugar diferente e distante! E se houver sonhos, que se viaje até eles.
- Gente por perto, festas, baladas, comilança, jantares a dois, jantares com turma, jantares com família, churrascada, peixada, pexurrasco, caranguejada.
- Um amor de verdade. Sempre verdade. Que tenha coragem, que te queira junto e que ame sem fim!
- Presente que gosta, presente que queria, troca de presente que não serve, vale-presente, cartão sem presente, cartão sem limite. Vida sem limite.
- Festa animada, gente animada, festa com gente animada. Sempre.
- Visita a amigo, visita a irmão, visita a amiga que teve neném, visita a amigo de casa nova, visita a amigos casados, separados, divorciados. Ligar para amigo e escrever pra amigo, nem que seja um SMS!
- Roupas novas, casas novas, carros novos, trabalhos novos, amigos novos, amores novos, amores renovados, coisas novas, uma nova língua ou novas línguas, novos hobbies. Viva o novo! Sem medo!
- Bastante trabalho, muita satisfação, sucesso pleno e alegria no que se faz.
- Dinheiro suficiente pra sobrar e gastar. Pra semente, só se for de árvore.
- Amor, carinho, juízo, perda de juízo, amizade, felicidade, saudade e alegria.

Quanta coisa, né?
Feliz Natal e um 2013 melhor que todos os anos que você já teve!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Desde que eu vim morar nos seus olhos

Tem vezes que a gente acha que não tem mais poesia, que a graça nas coisas não aparece mais.
Aí surge o inesperado e te mostra essa música da Adriana Calcanhoto, cantada pela Maria Bethânia, e chacoalha você, lhe desarma.
Definitivamente, preciso baixar a guarda e deixar isso acontecer mais vezes.

Pra agradecer, eu compartilho.

Tem no youtube, ouça:
O link do youtube está aqui.

Âmbar  (Adriana Calcanhoto)
Tá tudo aceso em mim
Tá tudo assim, tão claro
Tá tudo brilhando em mim
Tudo ligado
Como se eu fosse um morro iluminado
Por um âmbar elétrico
Que vazasse nos prédios
E banhasse a lagoa até São Conrado
E ganhasse as canoas

Aqui do outro lado

Tudo plugado
Tudo me ardendo
Tá tudo assim, queimando em mim
Como salva de fogos
Desde que, sim, eu vim,
Morar nos seus olhos

"Eu quero um colo, um berço, um braço quente em torno ao meu pescoço. Uma voz que cante baixo e pareça querer me fazer chorar. Eu quero um calor no inverno, um extravio morno de minha consciência e depois sem som, um sonho calmo, um espaço enorme, como a lua rodando entre as estrelas."

Trecho do Livro do Desassossego, Fernando Pessoa

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

40 anos em 5

O Excelentíssimo Senhor Ex-Presidente Juscelino Kubitschek, também conhecido pela alcunha de JK, tem aparecido bastante no meu caminho no último mês. Falei e troquei mensagens com amigos em Brasília, passei algumas vezes pela Avenida JK em São Paulo e vi que o furdunço de troca de mãos e sentidos de vias foi enorme, e também fui conhecer o novo shopping de luxo da cidade, que leva o nome dele (só que, com certeza, o batismo foi inspirado pela avenida, desta vez).

 E quando fui buscar inspiração pra escrever este post, as ideias apareceram em torno dele.
Ah, adivinha: ele é virginiano como eu, mas nascido em 12 de setembro (de 1902).

O slogan "50 anos em 5" surgiu devido ao Plano de Metas estabelecido em seu governo entre 1951 e 1955, que queria colocar o Brasil em movimento e fomentar o progresso. Eram inicialmente 30 metas, depois 31, e eu não vou me alongar nisso porque a aula de história acabou. Quem quiser detalhes, clica ali nos links que eu indique no texto que são interessantes.
Mas continuemos a conversa.

Fazer 40 é diferente.
Eu admito que não achava que seria muita coisa, mas 40 parece que é mesmo um marco na vida.
Primeiro, tem uma sensação que se você não acertou até aqui, sinto muito, lindão, lindona, mas você perdeu o bonde.
Fazer 40 vem com um sentimento de que coisas na vida precisam estar completas ou muito bem encaminhadas, porque você chegou no ápice dela.
Com 40, você está maduro e por isso, começa a hora de colher.

Claro, essa maturidade pode vir antes ou depois, vai depender da pessoa e do que aconteceu com ela, mas eu finalmente me sinto maduro agora que cheguei aqui.
Os últimos 10 anos foram marcantes e os 5 recentes foram os que me fizeram mesmo deixar de ser menino e passar a ser homem. Cheguei aos 40 anos, em 5.
Nessa década, eu casei; E depois separei; O João Victor, meu sobrinho, nasceu e redefiniu várias das minhas prioridades; A vida mudou, o trabalho mudou e a forma de encarar ambos mudou para acompanhar o ritmo; Eu criei novos trabalhos, ensinei pessoas, eduquei pessoas; Casei e separei de novo (doido isso); Mudei de endereço em Curitiba, depois mudei de cidade e mudei mais 4 ou 5 vezes de endereço em São Paulo, pra daí, voltar a morar em Curitiba, ao menos por enquanto. E eu podia listar um infinito de coisas que aconteceram, mas o que eu quero mesmo dizer é que fazer 40 é forte, é marcante, mas nem por isso, é pesado.
É a hora de perceber que se fez o melhor que pode até ali, e que o que vem pela frente será tão mais simples do que parecia antigamente...
É o momento de acertar ponteiros com o que se consegue, fechar pendências que assim permitem e seguir em frente.
Se não acertou até aqui, calma. Ninguém perdeu bonde, porque sempre tem outro passando. Abre o olho, planeja ao menos um pouco, toma o próximo e toca adiante.

Escrevi pra festejar.
Celebrar aniversário é comemorar que se está vivo e, assim sendo:
Viva!

O menino na foto já sabia contar mais do que 10, mas não entenderia o que 40 anos significariam.
Alguém avisa pra ele que ele vai estar feliz.
Ele ainda não vai entender o que isso quer dizer, mas vai abrir um sorriso que vai deixar seu coração mole.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fala comigo?

Há um tempo, acho que no começo do ano, depois uma conversa de bar sobre casamento, relacionamentos, monogamia e poliamor, vi uma enxurrada de vídeos e músicas sobre o assunto pelo Facebook e Twitter.
Talvez tenha percebido como uma enxurrada porque eu estava prestando atenção no assunto, e alguns foram mais marcantes que mereceram ser guardados nos favoritos, tanto pelo enredo bonito, quanto pela ideia de lançar a discussão sobre o assunto.

Essa noite, resolvi postar 2 vídeos dessa seleção: um sobre casamento e outro, poliamor.

O primeiro é entitulado "It's time" e foi feito por uma organização chamada Get Up! Australia.
Não vou contar pra não estragar o final, mas acho um vídeo bem sacado (e terno) pra se discutir um assunto cabeludo.
Depois de ver, depende do seu grau de preconceito, imagine trocar o protagonista que fica em primeira pessoa por qualquer coisa diferente: uma pessoa de outra cor, outra religião, outra idade. A discussão seria tão válida quanto a desse vídeo. Fica o meu apoio a aqueles que acreditam e assim querem.



Ah, acho a música de fundo linda, minimalista e gostosa de ouvir enrolado em quem se gosta.
O nome é "Last night I heard everything in Slow Motion" e o autor se chama Oliver Tank.
Gostou? Escute aqui.

Já o segundo é o vídeo que puxa a discussão do Poliamor e esse, é nacional!
Tem gente que consegue, com um sentimento aparentemente genuíno, amar mais de uma pessoa da mesma maneira e, assim, construir uma relação em que todos saem felizes. Não é bagunça, nem festa da uva. Confira o vídeo.


Poliamor from Zé Agripino on Vimeo.

Depois de tudo que já vivi, com altos e baixos, minha opinião é só uma:
Seja como for, seja honesto.
Honesto consigo mesmo e honesto com a outra pessoa.
O restante é vida que acontece.

sábado, 11 de agosto de 2012

Vem dançar! (2)

Eu conheci as músicas do David Guetta lá por 2006 ou 2007 e volta e meia fico com alguma delas grudada no ouvido.
Acordei sexta passada com essa "Titanium" tocando sem parar no meu iPod, no celular e na cabeça.
Não deve mais ser "hit do momento", porque quase não ouço mais rádio, mas me divirto com esse tipo de batida e de letra.
A batida é daquelas que me lembram show de Drag Queen, uma das coisas mais divertidas que eu já vi na vida. Começa calma, tranquila, e vai crescendo até um refrão apoteótico e que gruda fácil na cabeça. Afinal, o grande público canta mesmo é o refrão.
E a letra, ah, a letra, é perola do pós relacionamento. Se Adele virasse Drag Queen, ela cantaria essa música.
O clip já foca por outro lado, vai pra superação contra preconceito, bullying, e fica interessante de ver.
Eu achei excelente pra usar em corrida e em aula de spinning, que estão no plano de setembro.

Quem quiser ver ou ouvir, o clip é esse:

E a letra está aqui embaixo, que trouxe daqui.
Canta junto.

You shout it loud, but I can't hear a word you say
I'm talking loud, not saying much
I'm criticized, but all your bullets ricochet
you shoot me down, but I get up

I'm bulletproof, nothing to lose
fire away, fire away
ricochet, you take your aim
fire away, fire away
you shoot me down, but I won't fall
I am titanium
you shoot me down, but I won't fall
I am titanium

Cut me down, but it's you who'll have further to fall
Ghost town and haunted love
Raise your voice, sticks and stones may break my bones
I'm talking loud, not saying much

I'm bulletproof, nothing to lose
fire away, fire away
ricochet, you take your aim
fire away, fire away

you shoot me down, but I won't fall
I am titanium
you shoot me down, but I won't fall
I am titanium
I am titanium
I am titanium

Stone hard, machine gun
Fired at the ones who run
Stone hard, as bulletproof glass

You shoot me down, but I won't fall
I am titanium
You shoot me down, but I won't fall
I am titanium
You shoot me down, but I won't fall
I am titanium
You shoot me down, but I won't fall
I am titanium
I am titanium

terça-feira, 24 de julho de 2012

Oh, céus!

Pensando na vida da gente e na morte da bezerra nesses últimos tempos, eu concluí uma coisa que resolvi que merecia ser compartilhada. Não encare este como um post de auto-ajuda, por favor. Tem milhões de autores por aí fazendo super bem o trabalho deles.


Tenho procurado usar o tempo que sobra, seja ele quanto for, pra praticar meditação. Segui algumas dicas de sites e passei a prestar atenção quando alguém falava sobre isso perto de mim. Mas antes de chegar naqueles minutos preciosos de cabeça vazia e livre de qualquer pensamento, a danada sempre fervilha de ideias. O cérebro deve perceber que vai entrar em "modo hibernação" e entra em pânico, enchendo a testa de imagens, palavras, frases e jogando até uns sentimentos no peito e um fogo no estômago.
Depois disso, vem calmaria.

Mas essas tempestades de pensamentos são boas e já vejo o que há de útil em meio a tanto movimento.
Comecei a reparar em algumas situações em que eu me metia.
Em como eu conseguia pegar a ponta de um fio e fazer um novelo, e se quisesse, uma corda, um tapete ou um emaranhado e uma armadilha.
Reparei nos que me rodeiam: na minha família, em meus amigos, em conhecidos, colegas de trabalho até desconhecidos no mesmo voo/trem/ônibus, indo trabalhar.

Um que vive sem tempo, que não para, que fica sem grana, que grita, briga, esperneia. E parece que tudo que pode acontecer de errado acontece com ele. Quando vai desenleando e acende uma luz, aparece um entrave que nunca foi previsto, porque nunca há tempo de planejar nada. É reagir, bater e levar e bater e levar. É um inferno.

Outro me dá a impressão de estar num trem sem saber pra onde está indo. O medo de colocar a cabeça pra fora da janela e ver pra onde o trem vai, ou então pelo menos ver a paisagem da janela, é mais forte. E pior ainda seria perguntar para alguém pra onde ir; "Imagine o que poderiam pensar". Outro inferno.

Tenho percebido, em mim e nos outros, o orgulho e a teimosia, a pequena capacidade de admitir o erro e pedir desculpas, que talvez só sejam superadas pela pequenez da possibilidade de perdoar. Inferno!

Palavra pesada, essa: inferno.
Eu uso bastante, e muito em tom de brincadeira, mas reparei esses dias em como ela é forte.
A coisa que eu concluí, que eu mencionei no começo do post, é que somos todos responsáveis por nossos próprios infernos. Escolhemos situações para reagir, e dependendo da escolha, aquele seu momento vai ser um inferno ou um céu. Um desastre ou um presente.
Pode começar como uma coisa besta como uma fechada no trânsito ou uma invertida no trabalho, que em seguida, viram o gatilho pra tantos outros sentimentos e pensamentos que vão lhe consumindo. Entregue-se a isso todo dia e eis a vida difícil que tanto ouvimos reclamarem.

Tenho acreditado cada vez menos em vida após a vida, céu, inferno, além e afins.
Tenho planejado menos, apostado menos, sonhado menos.
Tenho me desculpado mais, me calado mais, contemplado mais.
Não sou zen, nem perfeito, nem iluminado.
Mas se eu posso ignorar o barbeiro no carro da frente e lhe dar um sorriso pra tentar melhorar o nosso dia, eu isso que eu vou tentar fazer.

Quer o céu? Escolha agora.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Strongheart & Sunny

Eu tinha um post praticamente pronto pra publicar nesse Dia dos Namorados.
Passei, acho, quase um mês remoendo uns sentimentos e umas ideias na cabeça e estava um texto comprido, pragmático, desolado.

Aí eu recebi ontem um e-mail de uma garotinha que parece que é iluminada. Ela tem aparecido bem naqueles dias de chuva e em seu e-mail não tinha nada escrito, só uma foto.
Só uma foto me fez apagar o texto grande e triste e escrever umas poucas palavras em outro tom.

Would Sunny somehow be related to Koalinhos?
Sabe o amor? Cuide. Se você encontrou aquele de verdade, cuide.
Eu disse um dia que o amor é criança mimada, que quer brinquedo, chocolate e surpresa todo dia.
Disse um dia e repito, sempre que o assunto é esse.

Mas se você só acha que o encontrou, repense. Não saia dizendo "eu te amo" a todo coração apaixonado que aparece por aí.

Feliz Dia dos Namorados a todos os casais apaixonados.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Star Wars Day

Pra comemorar um pouco de nerdice (se bem que me acho mais geek que nerd), não podia deixar de postar duas imagens que encontrei hoje.
May the 4th be with you all!



#starwarsday #maythe4th #maythefourth #maythefourthbewithyou #nerdalert

terça-feira, 24 de abril de 2012

O que sobra?

Dois anos depois, respondi hoje essa pergunta à três amigos próximos.
O bom é perceber-se forte de novo. Com cicatriz, mas cicatrizado.
O que sobra?
Sobra um vazio. Só.
Coragem. Tudo passa.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Feliz aniversário, São Paulo!

Pra comemorar os 458 anos da cidade, resolvi publicar o link de um post muito legal feito sobre São Paulo.
(O título do post é o nome é de uma música do Criolo)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Se essa rua fosse minha...

Achei este post salvo nos rascunhos de 2010.
Lembro que encontrei a foto sem querer, no Flickr de alguém que não me lembro agora e que ela foi tirada em Kyoto.
Quando a vejo, sempre me recordo da cantiga de ninar.

Let's go to Kyoto

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Dois anos de São Paulo

Voou.
O tempo voou.
Já comecei outro post assim pra falar algo parecido, mas é o melhor início pra este assunto.
E acho que a foto ao lado é o que sintetiza essa ideia.

Eu parei de contar datas, porque perdeu a graça, mas hoje eu lembrei que há dois anos atrás, eu me joguei na aventura mais tola da minha vida. Calma, lê aí que dá pra entender.

Ia deitar agora e lembrei que dia 16/01/10, eu fui atrás do que julgava certo. Enchi o carro que eu tinha até o teto com minhas coisas, dei uma chorada na saída quando me despedi dos meus pais, e fui, bonitão, encarar a vida.

Deu tudo errado.