quinta-feira, 23 de agosto de 2012

40 anos em 5

O Excelentíssimo Senhor Ex-Presidente Juscelino Kubitschek, também conhecido pela alcunha de JK, tem aparecido bastante no meu caminho no último mês. Falei e troquei mensagens com amigos em Brasília, passei algumas vezes pela Avenida JK em São Paulo e vi que o furdunço de troca de mãos e sentidos de vias foi enorme, e também fui conhecer o novo shopping de luxo da cidade, que leva o nome dele (só que, com certeza, o batismo foi inspirado pela avenida, desta vez).

 E quando fui buscar inspiração pra escrever este post, as ideias apareceram em torno dele.
Ah, adivinha: ele é virginiano como eu, mas nascido em 12 de setembro (de 1902).

O slogan "50 anos em 5" surgiu devido ao Plano de Metas estabelecido em seu governo entre 1951 e 1955, que queria colocar o Brasil em movimento e fomentar o progresso. Eram inicialmente 30 metas, depois 31, e eu não vou me alongar nisso porque a aula de história acabou. Quem quiser detalhes, clica ali nos links que eu indique no texto que são interessantes.
Mas continuemos a conversa.

Fazer 40 é diferente.
Eu admito que não achava que seria muita coisa, mas 40 parece que é mesmo um marco na vida.
Primeiro, tem uma sensação que se você não acertou até aqui, sinto muito, lindão, lindona, mas você perdeu o bonde.
Fazer 40 vem com um sentimento de que coisas na vida precisam estar completas ou muito bem encaminhadas, porque você chegou no ápice dela.
Com 40, você está maduro e por isso, começa a hora de colher.

Claro, essa maturidade pode vir antes ou depois, vai depender da pessoa e do que aconteceu com ela, mas eu finalmente me sinto maduro agora que cheguei aqui.
Os últimos 10 anos foram marcantes e os 5 recentes foram os que me fizeram mesmo deixar de ser menino e passar a ser homem. Cheguei aos 40 anos, em 5.
Nessa década, eu casei; E depois separei; O João Victor, meu sobrinho, nasceu e redefiniu várias das minhas prioridades; A vida mudou, o trabalho mudou e a forma de encarar ambos mudou para acompanhar o ritmo; Eu criei novos trabalhos, ensinei pessoas, eduquei pessoas; Casei e separei de novo (doido isso); Mudei de endereço em Curitiba, depois mudei de cidade e mudei mais 4 ou 5 vezes de endereço em São Paulo, pra daí, voltar a morar em Curitiba, ao menos por enquanto. E eu podia listar um infinito de coisas que aconteceram, mas o que eu quero mesmo dizer é que fazer 40 é forte, é marcante, mas nem por isso, é pesado.
É a hora de perceber que se fez o melhor que pode até ali, e que o que vem pela frente será tão mais simples do que parecia antigamente...
É o momento de acertar ponteiros com o que se consegue, fechar pendências que assim permitem e seguir em frente.
Se não acertou até aqui, calma. Ninguém perdeu bonde, porque sempre tem outro passando. Abre o olho, planeja ao menos um pouco, toma o próximo e toca adiante.

Escrevi pra festejar.
Celebrar aniversário é comemorar que se está vivo e, assim sendo:
Viva!

O menino na foto já sabia contar mais do que 10, mas não entenderia o que 40 anos significariam.
Alguém avisa pra ele que ele vai estar feliz.
Ele ainda não vai entender o que isso quer dizer, mas vai abrir um sorriso que vai deixar seu coração mole.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fala comigo?

Há um tempo, acho que no começo do ano, depois uma conversa de bar sobre casamento, relacionamentos, monogamia e poliamor, vi uma enxurrada de vídeos e músicas sobre o assunto pelo Facebook e Twitter.
Talvez tenha percebido como uma enxurrada porque eu estava prestando atenção no assunto, e alguns foram mais marcantes que mereceram ser guardados nos favoritos, tanto pelo enredo bonito, quanto pela ideia de lançar a discussão sobre o assunto.

Essa noite, resolvi postar 2 vídeos dessa seleção: um sobre casamento e outro, poliamor.

O primeiro é entitulado "It's time" e foi feito por uma organização chamada Get Up! Australia.
Não vou contar pra não estragar o final, mas acho um vídeo bem sacado (e terno) pra se discutir um assunto cabeludo.
Depois de ver, depende do seu grau de preconceito, imagine trocar o protagonista que fica em primeira pessoa por qualquer coisa diferente: uma pessoa de outra cor, outra religião, outra idade. A discussão seria tão válida quanto a desse vídeo. Fica o meu apoio a aqueles que acreditam e assim querem.



Ah, acho a música de fundo linda, minimalista e gostosa de ouvir enrolado em quem se gosta.
O nome é "Last night I heard everything in Slow Motion" e o autor se chama Oliver Tank.
Gostou? Escute aqui.

Já o segundo é o vídeo que puxa a discussão do Poliamor e esse, é nacional!
Tem gente que consegue, com um sentimento aparentemente genuíno, amar mais de uma pessoa da mesma maneira e, assim, construir uma relação em que todos saem felizes. Não é bagunça, nem festa da uva. Confira o vídeo.


Poliamor from Zé Agripino on Vimeo.

Depois de tudo que já vivi, com altos e baixos, minha opinião é só uma:
Seja como for, seja honesto.
Honesto consigo mesmo e honesto com a outra pessoa.
O restante é vida que acontece.

sábado, 11 de agosto de 2012

Vem dançar! (2)

Eu conheci as músicas do David Guetta lá por 2006 ou 2007 e volta e meia fico com alguma delas grudada no ouvido.
Acordei sexta passada com essa "Titanium" tocando sem parar no meu iPod, no celular e na cabeça.
Não deve mais ser "hit do momento", porque quase não ouço mais rádio, mas me divirto com esse tipo de batida e de letra.
A batida é daquelas que me lembram show de Drag Queen, uma das coisas mais divertidas que eu já vi na vida. Começa calma, tranquila, e vai crescendo até um refrão apoteótico e que gruda fácil na cabeça. Afinal, o grande público canta mesmo é o refrão.
E a letra, ah, a letra, é perola do pós relacionamento. Se Adele virasse Drag Queen, ela cantaria essa música.
O clip já foca por outro lado, vai pra superação contra preconceito, bullying, e fica interessante de ver.
Eu achei excelente pra usar em corrida e em aula de spinning, que estão no plano de setembro.

Quem quiser ver ou ouvir, o clip é esse:

E a letra está aqui embaixo, que trouxe daqui.
Canta junto.

You shout it loud, but I can't hear a word you say
I'm talking loud, not saying much
I'm criticized, but all your bullets ricochet
you shoot me down, but I get up

I'm bulletproof, nothing to lose
fire away, fire away
ricochet, you take your aim
fire away, fire away
you shoot me down, but I won't fall
I am titanium
you shoot me down, but I won't fall
I am titanium

Cut me down, but it's you who'll have further to fall
Ghost town and haunted love
Raise your voice, sticks and stones may break my bones
I'm talking loud, not saying much

I'm bulletproof, nothing to lose
fire away, fire away
ricochet, you take your aim
fire away, fire away

you shoot me down, but I won't fall
I am titanium
you shoot me down, but I won't fall
I am titanium
I am titanium
I am titanium

Stone hard, machine gun
Fired at the ones who run
Stone hard, as bulletproof glass

You shoot me down, but I won't fall
I am titanium
You shoot me down, but I won't fall
I am titanium
You shoot me down, but I won't fall
I am titanium
You shoot me down, but I won't fall
I am titanium
I am titanium